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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

dia 20 - 5ª Feira - Conferência Prof. Dr. Álvaro Domingues



        5 ª feira dia 20 de Fevereiro às 20 h 



CAROS AMIGOS E SÓCIOS DA SPESXVIII

Lembramos a CONFERENCIA do Professor ALVARO DOMINGUES
da Universidade de Arquitectura do Porto
 que nos dá a honra de participar na próxima "QUINTA DA HISTÒRIA da SPESXVIII" 


sobre uma problemática da grande actualidade - O Campo e a Cidade
 - talvez um pouco longe do "velho" Eça e do seu "A Cidade e as Serras"...
Será uma nova abordagem para problemáticas reais.

É com gosto que registaremos a sua presença e participação. Pode trazer outros estudiosos interessados.



Jantar às 20.00 horas - por inscrição
15,00€
Confirme para 91 900 90 86  //  mhcsspes18@gmail.com












Álvaro Domingues (Melgaço, 1959) é geógrafo, doutorado em Geografia Humana pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto em 1994. Desde 1999 é docente do mestrado integrado e do curso de doutoramento. É também membro do Conselho Científico. Como investigador do Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo da FAUP, tem desenvolvido uma actividade regular de investigação e publicação no âmbito de projectos com a Fundação Calouste Gulbenkian, com a Fundação Ciência e Tecnologia, com a CCDR-N, CCDR-C, com a Xunta da Galiza, com a Escola Técnica Superior de Arquitectura da Coruña, com a Erasmus Iniversity of Rotterdam-EURICUR, com o Club Ville Aménagement – Paris; com o CCCB, Barcelona, com a Universidade Tècnica de Barcelona-Arquitectura, com a Universidade de Granada – Planeamento e Urbanismo, com as Universidade Federal de S. Paulo e do Rio de Janeiro-Brasil, com as Universidades do Minho e Coimbra, com os municípios de Guimarães e Porto, com a Ordem dos Arquitectos, com a Fundação de Serralves e a Fundação da Juventude, entre outros. No CEAU-FAUP a sua actividade centra-se na Geografia Humana, Paisagem, Urbanismo e Políticas Urbanas, quer em termos de investigação, quer em termos de assessoria externa e formação. 





Vida no Campo
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 320
Editor: Dafne Editora
ISBN: 9789898217196





Vida no Campo não é uma, são muitas janelas abertas em simultâneo. Perdidos os nexos estáveis que desvendavam o filme-narrativa da realidade do rural, o actual contexto de mudança acelerada está a desmultiplicar até ao infinito as representações sobre a ruralidade: a pos-, a neo-, a des-ruralizacão. A leitura do rural redistribui-se e dissipa-se em múltiplas esferas, ou, então, é condensada e fantasiada numa só. É impossível manter todas estas janelas abertas em simultâneo e daí nasce uma crise de sentido. É difícil reaprender o rural e sobre ele construir novas identidades. É difícil encontrar continuidades entre as memórias mais ou menos ficcionadas do passado e o que lhes está a acontecer. É difícil entender a simultaneidade e a contradição dos acontecimentos e o modo como se sucedem. É difícil, sobretudo, controlar as emoções acerca do que acontece. Estamos a um passo de uma crise total de sentido. Esta conjuntura produz-se numa hiper-abundância de imagens e elas organizam-se em múltiplas narrativas. Serão listas infinitas de imagens, sensações e emoções, uma Vida no Campo et cetera, isto é, uma vida que tende a conter uma infinidade de coisas e relações entre coisas.




                      A Rua da Estrada

O problema é fazê-los parar
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 260
Editor: Dafne Editora
ISBN: 9789898217066
















A Rua da Estrada é um conceito que emerge sobre os escombros da dupla perda da "cidade" e do "campo" e da oposição convencional entre o "urbano" e o "rural". Da cidade, existe a ideia muito comum de que se trata ao mesmo tempo de uma forma de organização social (a polis ou a civitas) intensa e diversa que ocupa um território densamente construído, com uma forma, um centro e uns limites perfeitamente definidos. Esta imagem da cidade aparece como um "interior" confinado, rodeado pelos espaços extensivos e rarefeitos da agricultura, da floresta ou dos espaços ditos naturais. No mesmo registo, o rural seria o espaço da agricultura; agrícola porque maioritariamente dependente da economia agro-florestal, e rural, no sentido cultural, porque correspondente a estilos de vida e visões do mundo dominadas por um certo tradicionalismo atávico e pelo fechamento sobre si. Nada mais falso. As transformações da agricultura e do rural são tão radicais, quanto as que se verificam nas cidades. 
Hoje a urbanização progride a um ritmo avassalador e já não está exclusivamente dependente da aglomeração e da proximidade física entre as pessoas, os edifícios e as actividades. As infraestruturas - como a as estradas ou as redes de telecomunicações, água ou de energia -, percorrem territórios imensos que tornam possível um sem número de padrões de localização e de formas de organização social. O urbano é um "exterior" desconfinado e instável, por contraposição à imagem da cidade amuralhada. 
A Rua da Estrada é a perfeita imagem desta metamorfose. Mais do que lugar, a Rua da Estrada emerge como resultado da relação, do movimento. O fluxo intenso que a percorre é o seu melhor trunfo e a sua própria justificação. Sem fluxo não há troca nem relação, génese primordial da velha cidade. Dizia-me alguém explicando as manobras de sedução que praticava para tornar o seu negócio visível para quem vai na estrada: "o problema é fazê-los parar".



Cidade e Democracia
30 Anos Transformação Urbana em Portugal (Edição Bilingue Português / Espanhol)

Edição/reimpressão: 2006
Páginas: 400
Editor: Argumentum
ISBN: 9789728479398
Idioma: Português, Espanhol


As cidades portuguesas, e nomeadamente as de dimensão média, sofreram profundas alterações no período que sucedeu à instauração do regime democrático em Portugal, após o 25 de Abril de 1974. Tendo como referente a radicalidade das mudanças nas formas e nos processos de urbanização, esta edição reúne uma síntese dos dados mais importantes, fruto de um trabalho de investigação que decorreu entre 2000 e 2006, sob a produção e a coordenação da Fundação da Juventude e da Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos. As cidades de Amadora, Aveiro, Barcelos, Barreiro, Braga, Bragança, Castelo Branco, Chaves, Coimbra, Covilhã, Évora, Figueira da Foz, Guarda, Guimarães, Horta, Leiria, Penafiel, Póvoa de Varzim, Torres Vedras, Viana do Castelo, Vila Nova de Famalicão, Vila Real e Viseu ilustram bem uma visão global da problemática das cidades médias portuguesas.
Ao longo de 400 páginas deste livro sucedem-se valiosos suportes documentais, desde a reflexão teórica e gráficos estatísticos, à cartografia e fotografia aérea inéditas das 24 cidades, expressamente preparados para esta edição.
Completa a obra um conjunto de perspectivas temáticas multidisciplinares, permitindo a arquitectos, urbanistas, engenheiros, geógrafos, sociólogos, economistas, autarcas e a todos os que pretendem estudar este tema, uma ajuda útil e indispensável para a interpretação do processo de transformação urbana das cidades médias em Portugal.



5 ª feira dia 20 de Fevereiro às 20 h na SPES18 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Sessão especial - Do céu caiu uma estrela




















18 de Dezembro de 2013
21.00 horas – 4ª feira

CINEMA - Sessão especial
DO CÉU CAIU UMA ESTRELA

Do Céu Caiu uma Estrela (It's a Wonderful Life), de Frank Capra
(EUA, 1946), com James Stewart, Donna Reed, Lionel Barrymore.
130 min; M / 6 anos. (Versão inglesa, com legendas em português).
Apresentação de LAURO ANTÓNIO

















Ficha Técnica

  • Título Original:It´s a Wonderful Life
  • Com:James Stewart(George),Donna Reed(Mary),Lionel Barrymore(Mr. Potter,Thomas Mitchell,Henry Travers,Beulah Bondi,Frank Faylen,Ward Bond
  • Realização:Frank Capra
  • Produção:Frank Capra
  • Ano:1946
  • Duração:124 minutos
O mais célebre filme de Frank Capra e de longe o mais memorável de todos quantos assinou na sua portentosa carreira


Prêmios e indicações

Oscar (1947)

  • Indicado nas categorias
Melhor filme
Melhor ator (James Stewart)
Melhor diretor
Melhor edição
Melhor som
Golden Globes Awards

  • Vencedor na categoria melhor diretor.






18 de Dezembro de 2013
21.00 horas – 4ª feira







La Religieuse de Guillaume Nicloux (França, 2013)

















Organização de Lauro António

 12 de Dezembro de 2013  - ciclo de cinema


21.00 horas – 5ª feira
A Religiosa (La Religieuse),
 de Guillaume Nicloux (França, 2013)
Com Pauline Etienne, Isabelle Huppert, Louise Bourgoin.
114 min; M / 12 anos. (Versão francesa)



Elenco

... Suzanne Simonin
... Supérieure Saint-Eutrope
... Supérieure Christine
... Madame Simonin, mère de Suzanne
... Madame de Moni
... Soeur Thérèse
... Soeur Ursule
... Père de Suzanne
... Père Castella
... Maître Manouri
... Baron de Lasson
... Prêtre Sainte-Marie
... L'archidiacre
... Marquis de Croismare
... Père Morante
... Soeur Bénédicte
... Célestin
... Armelle Simonin
... Lucie Simonin
... Le fiancé d'Armelle
... Le fiancé de Lucie
... Soeur Suza



quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O ano Diderot - La religieuse

O Ano Diderot e a SPESXVIII
1713-1784-1984 -2013-2014

Ciclo de Cinema, Conferências e Mesas Redondas
Nas Quintas da História



PROGRAMA
I
Século XVIII - Ciclo de Cinema
Organização de Lauro António
5 de Dezembro de 2013 a  23 de Janeiro de 2014


5 de Dezembro de 2013 – 21.00 horas

A Religiosa – Filme de Jacques Rivette (1966)




Autor: DIDEROT ! – escrito entre 1760 e 1780


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

“OS MISERÁVEIS” vistos pelo cinema - 2ª sessão







14.02.2013 (17,00 horas )

Auditório da Biblioteca Museu República e Resistência

Rua Alberto de Sousa, 10ª / Informações: tel: 217 806 760





OS MISERÁVEIS / Título original: Les Misérables /Realizador: Jean-Paul Le Chanois (França, Alemanha, Itália, 1958); Argumento: Michel Audiard, René Barjavel, Jean-Paul Le Chanois, segundo romance de Victor Hugo; Intérpretes: Jean Gabin (Jean Valjean / Champmathieu), Bernard Blier (Javert (pai e filho), Fernand Ledoux (Myriel), Danièle Delorme (Fantine), Elfriede Florin (La Thenardier), Bourvil (Thenardier), etc. Duração: 179 minutos; M/ 12 anos; Língua francesa sem legendas. 








quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

“OS MISERÁVEIS” vistos pelo cinema - 5ª sessão

 
 
07.03.2013 (21,30 horas )
Sede da Sociedade Portuguesa de Estudos do Século XVIII
  
OS MISERÁVEIS / Título original: Les Misérables / Realizador: Raymond Bernard (França, 1934); Argumento: Raymond Bernard, André Lang, segundo romance de Victor Hugo; Intérpretes: Harry Baur (Jean Valjean / Champmathieu), Charles Vanel (Inspector Javert), Paul Azaïs (Grantaire), Max Dearly (M. Gillenormand), Charles Dullin (Thénardier), Émile Genevois (Gavroche), etc. Duração: 281 minutos; M/ 12 anos; Língua inglesa, com legendas em inglês.      
  
 

“OS MISERÁVEIS” vistos pelo cinema - 4ª sessão


 






28.02.2013 (17,00 horas)

Auditório da Biblioteca Museu República e Resistência

 
OS MISERÁVEIS / Título original: Les Miserables / Realizador: Lewis Milestone (EUA, 1952); Argumento: Richard Murphy, segundo romance de Victor Hugo; Intérpretes: Michael Rennie (Jean Valjean), Debra Paget (Cosette), Robert Newton (Etienne Javert), Edmund Gwenn (Bispo Courbet), Sylvia Sidney (Fantine), Cameron Mitchell (Marius), Elsa Lanchester (Madame Magloire), James Robertson Justice (Robert), etc. Duração: 105 minutos; M/ 12 anos; Língua inglesa, com legendas em francês, espanhol ou inglês
 
 
  

“OS MISERÁVEIS” vistos pelo cinema - 3ª sessão





    
 
21.02.2013 (17,00 horas )
Auditório da Biblioteca Museu República e Resistência

 
LES MISERABLES / Título original: Les Misérables / Realizador: Richard Boleslawski (EUA, 1935); Argumento: W.P. Lipscomb, segundo romance de Victor Hugo; Intérpretes: Fredric March (Jean Valjean / Champmathieu), Charles Laughton (Inspector Javert), Cedric Hardwicke (Bispo Bienvenu), Rochelle Hudson (Cosette), Florence Eldridge (Fantine), John Beal (Marius), Frances Drake (Eponine), Ferdinand Gottschalk (Thenardier), Jane Kerr (Madame Thenardier), etc. Duração: 108 minutos; M/ 12 anos; Língua inglesa, com legendas em francês, espanhol ou inglês.

“OS MISERÁVEIS” - 150 anos depois vistos pelo cinema





A SOCIEDADE PORTUGUESA DE ESTUDOS DO SÉCULO XVIII

E A BIBLIOTECA MUSEU REPÚBLICA E RESISTÊNCIA

Apresentam uma masterclass sobre


“OS MISERÁVEIS” NO CINEMA

dirigida por LAURO ANTÓNIO





“OS MISERÁVEIS” - 150 anos depois vistos pelo cinema


Em 1862, Victor Hugo escreveu “Os Miseráveis” que, desde então, se transformou num dos mais sólidos pilares da história da literatura mundial. Na altura em que se comemoram 150 anos sobre essa data, demonstrando a nunca perdida actualidade deste majestoso épico da condição humana, os ecrãs mundiais exibem a versão cinematográfica do musical que desde há décadas esgota os grandes palcos internacionais. Mas as versões cinematográficas de “Os Miseráveis” são inúmeras, desde a época do mudo, revelando que o interesse público por esta obra nunca abrandou, conhecendo-se dezenas de adaptações, das mais diversas origens.

Para celebrar a efeméride e mostrar o vigor e actualidade da mensagem de Victor Hugo, a Sociedade Portuguesa de Estudos do Século XVIII e a Biblioteca Museu República e Resistência organizam uma masterclass cinematográfica, durante a qual se irão apreciar e discutir algumas das mais célebres versões da obra de Hugo, desde a mais antiga a merecer ser recuperada, a versão de Raymond Bernard (1934), com Harry Baur e Charles Vanel, até à recente versão de Tom Hooper (2012), com Hugh Jackman e Russell Crowe. Pelo meio, poderemos confrontar-nos com obras de Richard Boleslawski (1935), com Fredric March e Charles Laughton; de Lewis Milestone (1952), com Michael Rennie e Robert Newton; de de Jean-Paul Le Chanois (1958), com Jean Gabin, e Bernard Blier; de Marcel Bluwal (1972), com Georges Géret e Bernard Fresson; de Glenn Jordan (1978), com Richard Jordan e Anthony Perkins; de Robert Hossein (1982), com Lino Ventura e Michel Bouquet; de Claude Lelouch (1995), com Jean-Paul Belmondo e Philippe Khorsand; de Josée Dayan (2000), com Gérard Depardieu e John Malkovich; ou de Bille August (1998), com Liam Neeson e Geoffrey Rush. Será altura ainda para descobrir um espectáculo teatral, “Tempête sous un crâne”, registo vídeo de Jérémie Cuvillier de uma surpreendente encenação de Jean Bellorini (França, 2011), adaptando Os Miseráveis a palco, bem assim como dois concertos comemorativos do 10º e 25º aniversário da carreira do musical em palcos londrinos e mundiais.

Majestosa panorâmica social das transformações da sociedade francesa (e europeia) durante a primeira metade do século XIX, em grande parte derivadas das revoluções operadas durante o século XVIII, as diferentes visões cinematográficas de “Os Miseráveis” permitem descortinar curiosas e diversificadas perspectivas sociais e políticas e variadas opções estéticas, num fascinante exercício de múltiplas leituras. (Lauro António)


Victor Hugo – 1802 – 1886

Victor Hugo viveu o tempo revolucionário e anti-revolucionário entre o Império de Napoleão (1804-1814) e a sua queda (1814-1815), a Restauração com Luis XVIII (1815-1824), a sucessão e abdicaçao de Carlos X (1824-1830) e a nomeação pela Assembleia Nacional de Luís Felipe (1773-1850) durante a crise de 1830. Oriundo de um ramo da nobreza de tendência mais liberal, Luís Filipe era duque de Orléans e duque de Valois, depois duque de Chartres, foi o último rei da França de 1830 a 1848, sendo cognominado o "Rei Burguês" ou "Rei Cidadão", tendo abdicado durante a Revolução de1848 – que deu origem à Segunda República Francesa. No entanto, enfrentou a primeira crise política em 1832 por ocasião da morte e do funeral do general Lamarque (1770-1832) entre 5 e 6 de Junho de 1832. O cortejo fúnebre congregou militares, estudantes, refugiados, num movimento de inspiração  republicana na vigência de um  regime de monarquia liberal. Lamarque tinha sido um dos generais franceses que participara nos exércitos da Revolução e do Império. O seu pai fora deputado nos Estados Gerais de 1789 e fizera o Juramento do Jogo da Pela. Lamarque tornara-se um símbolo popular e republicano. O seu enterro foi pretexto para a insurreição republicana de 1832, exterminada violentamente pelo exército, como Victor Hugo fixou num dos capítulos mais emotivos dos MISERAVEIS. A magnitude da revolta pode ter levado mesmo Louis-Philippe a considerar a possibilidade de abandonar Paris.

Em 1830-32 Victor Hugo tinha entre os 28 e os 30 anos de idade. Mas LES MISERABLES  só foi publicado em 1862, quando Victor Hugo já tinha 60 anos e a França e toda a Europa tinham passado por profundas crises económicas e políticas.   O livro Les Misérables foi publicado em 3 de Abril de 1862 simultaneamente em Leipzig, Bruxelas, Budapeste, Milão, Roterdão Varsóvia e Paris. Aqui foram vendidos 7 mil exemplares em 24 horas. Victor Hugo era a essa época um autor consagrado – que de forma romanceada percorrera a História da França e da política europeia através de uma literatura simultaneamente emotiva e filosófica. Aliás,  envolveu-se em política durante toda a sua vida, conhecendo bem os movimentos que estavam a mexer com a sociedade. Para lá da barricada da Porta de S. Dinis em 1832, o romance OS MISERAVEIS retrata as questões sociais e filosóficas que brotam das próprias dificuldades desses anos e dos seguintes – entre as misérias económicas e morais e as experiências políticas que devem resolver a crise das revoltas camponesas, a crise do trigo e da indústria, o “problema da batata” na Irlanda com repercussões em quase toda a Europa, as más colheitas de trigo, a redução da capacidade de consumo que levaria ao problema das indústrias, dos operários, até à exaltação especialmente dos mais jovens, à actuação de sociedades secretas e ao nascimento de algumas utopias. Introduz-nos claramente na problemática da Justiça e dos trabalhos forçados – que a França levará mais de um século a resolver. Nos MISERAVEIS se encontra o que Victor Hugo foi reflectindo através dos seus romances, oferecendo aos leitores páginas e páginas de episódios paralelos que são verdadeiras sínteses da História que a sua própria vida testemunhara. Essa história palpitante de vida e sofrimento deve ter sido o que justificou que no seu funeral houvesse um milhão de franceses a prestar-lhe homenagem.( Maria Helena Carvalho dos Santos).


07.02.2013 (21,30 horas)
Apresentação da iniciativa por Maria Helena Carvalho dos Santos
Victor Hugo, “Os Miseráveis”: do romance ao ecrã. Apresentação de Lauro António
Sede da Sociedade Portuguesa de Estudos do Século XVIII
Av. de Ceuta – Quinta do Cabrinha, nº1 r/c
TEL: 91 900 90 86 / 91 97 000 48