quarta-feira, 13 de abril de 2005
sábado, 22 de janeiro de 2005
Os Terramotos de Lisboa
- reais e metafóricos
1755-2005
Quando passam os 250 anos do Grande Terramoto de 1755, que emocionou a Europa e sobre o qual Voltaire também escreveu, poderemos recuar no tempo e lembrar outros “tremores de terra” que sacudiram Lisboa e poderemos avançar e relembrar ou tomar contacto com outros Terramotos olémicos do nosso próprio tempo - que nos fizeram herdar e construir a sociedade e a cidade que hoje somos.
Durante o ano de 2004/2005 decorreu um ciclo de conferências que preparou o Congresso que vai realizar-se nos dias 1, 3 e 4 de Novembro de 2005 na Sede da SPESXVIII; com uma visita guiada ao Cemitério dos Prazeres, no dia 5, e a última mesa-redonda a decorrer na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, no dia 7.
Programa
1 de Novembro de 2005
21.20 horas
Organização do Museu da Água – EPAL
Exposição
“1755 – Cemitério da Esperança ou as 7 Virtudes para o Renascimento”
Mãe d’Água
Praça das Amoreiras, 10
(entrada livre)
terça-feira, 8 de junho de 2004
NAS FRONTEIRAS DA TOLERÂNCIA
Congresso Internacional
Organização
Sociedade Portuguesa de Estudos do Século XVIII
PRO DIGNITATE
Associação Portuguesa de Estudos Judaicos
Médicos do Mundo
Laboratório de Estudos sobre Intolerância - LEI - Universidade de S. Paulo, Brasil
Universidade de Bordéus
Faculdad de Derecho de la UNED
Instituto de Historia de la Intolerância
Universidade Estadual Vale do Acaraú – Ceará - Brasil
Instituto de Estudos Portugueses – FCSH - Universidade Nova de Lisboa
Comissão Organizadora
Maria de Jesus Barroso Soares – Presidente de Honra
Maria Helena Carvalho dos Santos
Mery Ruah, António Andrade
Av. de Ceuta, Quinta do Cabrinha, nº1 r/c1350-125 Lisboa
Tel: 91 900 90 86; 96 604
sábado, 31 de janeiro de 2004
FESTA e QUOTIDIANO
no SÉCULO XVIII PORTUGUÊS
Maria Helena Carvalho dos Santos
Universidade Nova de Lisboa
Introdução
A FESTA, como proposta de estudo e resposta dos investigadores da História do quotidiano e das mentalidades, é uma questão em aberto dentro do grande tema, ultimamente muito estudado, da unidade e diversidade das Luzes,
A festa religiosa tanto é estudada no Japão como no Brasil. As preocupações com as festas/comemorações estudam-se tanto em Espanha como nos Estados Unidos da América, como em Portugal. Desenvolver a ideia de que o Poder precisa de ser entronisado através de FESTAS é tão interessante como compreender as raízes antropológicas e históricas do Natal. Se a Festa da democracia podia despontar em Inglaterra, mesmo iniciada à custa do sofrimento de alguns, e degenera em comícios de massas, o roubo ritual que se praticava em diversas regiões e ocasiões não andava longe de atingir uma semelhança de sentido de apropriação e simultaneamente de desprendimento de bens materiais. De alguma maneira, propíciam as festas e as comemorações cívicas. As construções efémeras que recebem reis ou embaixadores proliferam, a par de touradas ou “farras do boi” que a antropologia histórica vem explicando, eram (são) a festa de rua, como as procissões, muitas vezes em complementaridade de festejos que decorriam ao longo de vários dias, sempre em honra da mesma personalidade, divindade ou acontecimento. Na Corte ou nas gentes do Povo a FESTA é um símbolo, um mito, uma realidade e uma necessidade. Como os sonhos, que se não existirem matam. O sagrado e o político entram em diálogo. A vida e a morte confundem-se e uma dá origem à outra. As mulheres terão estatutos específicos em algumas festas, ora ligadas à Lua, à Terra, aos bastidores, aos rituais, mas logo surgem o teatro, as danças, a música, a filosofia, colocando todo o ser humano numa circularidade cultural não independente, mesmo que opositora. Solstícios, Purins, sincretismos, carnavais, tolerâncias ou violências, de tudo a FESTA se forma para retornar aos homens transfigurada, aliciante de novidade na repetição ancestral de gerações que a modificam vivificando-a.
A ciência que foi festa de Corte e dos nobres, introduziu as revolucionárias medidas décimais discutidas no Salon de Madame Condorcet, como a Marquesa de Alorna seguia as aulas de Física, sendo ainda festa o aerostato, ou o balão do português Padre Bartolomeu de Gusmão, numa identificação entre ciência e povo que inspirou a Goya várias obras.
Se a FESTA tem sido visitada por folcloristas, etnólogos, antropólogos, sociólogos ou jornalistas, parece ter chegado o tempo dos historiadores tentarem compreender esse fenómeno de longa, longuissima duração, estudando-o numa perspectiva conjuntural, interdisciplinar e multidisciplinar. Queremos saber como nasceram as festas, mas também estamos curiosos em decifrar o seu significado, tanto numa perspectiva de quotidiano como de mentalidades.
Não é apenas a sua evolução que interessa os historiadores. Eles querem saber como as sociedades viveram as suas festas, como as suas estruturas foram mantidas, numa aproximação ao entendimento da necessidade da FESTA. Porquê a festa?
Porquê as festividades de Potosi (Alto Perú), no Século XVI, e as de Vila Rica (Brasil), no Século XVIII, mantêm a mesma estrutura formal? Porquê o fogo de artifício se encontra tanto ali, como na Corte portuguesa e chega aos nossos dias? Porquê a festa de Corpus Christi faz converter um índio no Perú e une o sagrado e o político nas vilas portuguesas recém convertidas ao republicanismo nos inícios do Século XX? Porquê se construíu o Convento de Mafra e o Teatro de São Carlos para comemorar o nascimento de dois príncipes, a um século de distância? Porquê tanto na Suécia monárquica do Século XVIII, como na França revolucionária se instituiram novas festas de forma a prestigiar os respectivos poderes? Em que medida a dança ou a música podem contribuir? Porquê as festas são divertimentos colectivos ? Como se pode entender que o quotidiano do Século XVIII fosse eminentemente condicionado pela prática religiosa e ao mesmo tempo o pecado estivesse tão presente, de modo a que a FESTA hesite entre dois mundos, sendo meio de salvação tanto pela adoração como pela penitência? Porquê se glorifica o Trabalho e o próprio acto da festa é um chamamento ao ócio? Todas estas questões se põem ao historiador.
E quando parece que se aceita como conclusão, ainda que parcelar, que a FESTA é sinal de ruptura, deveremos interrogar-nos sobre as aparências da História, já que se de ruptura se tratou, em algum tempo, a capacidade dos Homens para a continuidade é de tal maneira forte que apenas podemos conhecer o que foi institucionalizado e como tal deixou sinais. Sinais que poderemos encontrar através das mais diferentes fontes, como a arqueologia ou o estudo dos jardins.
Baridon, no Congresso Internacioal sobre A FESTA pôs-nos a questão: “o papel percursor das Luzes é neste domínio evidente: reorganizando o jardim para o tornar fiel à sua nova visão do mundo, os filósofos não esqueceram que essa imagem ideal da natureza correspondia às aspirações do corpo social. Eles abriram a porta à relação ecologia/política que faz parte das grandes preocupações do mundo no qual vivemos”.
E para não invocar Michel Vovelle e os seus trabalhos bem conhecidos sobre as FESTAS REVOLUCIONÁRIAS, lembremos a investigação do Professor Nakagawa, do Japão, que também, no mesmo Congresso, afirmava: “foram os enciclopedistas os primeiros que voltaram a sua atenção para a força de coesão que também possuem as festas não-religiosas e /..../ como a festa revolucionária soube alcançar esse valor quase religioso de que eram dotadas as velhas festas cristãs. Os revolucionários, muito sensíveis a esta função da festa, aproveitaram-na para mobilizar os cidadãos, a fim de criar, pela organização de festas, um centro de força, um suporte de energia destinado a unir a comunidade”. A FESTA conduz-nos, assim, e mais uma vez, aos problemas dos nossos dias e à reflexão sobre as ansiedades humanas que se fazem notar através de pequenas insinuações reveladoras da necessidade constante de mudança e de reformas sociais, políticas e mentais. Então a FESTA pode permanecer como um fio condutor das energias profundas e da memória das culturas.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2004
Livros em saldo
Aos Livros!
Meninas e meninos...
A SPESXVIII
Promove uma venda de livros
Infantis
E juvenis
Preço de Saldos – 3 livros=1€
Na Mediateca
Podem escolher
Livros NOVOS e USADOS
12 de Novembro de 2004
a partir das 4 horas da tarde
Sociedade Portuguesa de Estudos do Século XVIII
Clube da leitura – só sei soletrar
Clube da Cidadania
MEDIATECA
Av. de Ceuta, Quinta do Cabrinha, nº1 r/c
quinta-feira, 20 de novembro de 2003
Congresso Internacional
Congresso Internacional
22 a 26 de Setembro de 2004na Fundação Mário SoaresLisboa - Portugal
A 2ª parte deste Congresso Internacional vai decorrer na
Universidade Estadual Vale do Acaraú,
Fortaleza, Brasil, entre 4 e 5 de Janeiro de 2005
*** peça informações e inscreva-se***
O Doutor Mário Soares é o 1º Sócio de Honra da Sociedade Portuguesa de Estudos do Século XVIII – que nos
seus 24 anos de existência atribuiu essa Honra a um limitado número de personalidades, de que se distinguem o Doutor Azeredo Perdigão, Anita Novinsky e Michel Vovelle.
seus 24 anos de existência atribuiu essa Honra a um limitado número de personalidades, de que se distinguem o Doutor Azeredo Perdigão, Anita Novinsky e Michel Vovelle.
O Congresso Internacional “OS JESUITAS - 1540-1778” é presidido pelo Professor Jean Mondot, Presidente da Sociedade Internacional de Estudos do Século XVIII e decorre nas instalações da Fundação Mário Soares
entre 22 e 23 de Setembro de 2004 em simultâneo com a Reunião Anual da Sociedade Internacional. As sessões de trabalho da Comissão Executiva têm lugar na sede da Sociedade Portuguesa (Av. de Ceuta, Quinta do Cabrinha, nº1 r/c) nos dias 24 e 25.
entre 22 e 23 de Setembro de 2004 em simultâneo com a Reunião Anual da Sociedade Internacional. As sessões de trabalho da Comissão Executiva têm lugar na sede da Sociedade Portuguesa (Av. de Ceuta, Quinta do Cabrinha, nº1 r/c) nos dias 24 e 25.
Outros participantes no Congresso e na Reunião Anual da Comissão Permanente da Sociedade Internacional de Estudos do Século XVIII
Para lá dos congressistas que apresentam comunicação, estarão presentes neste Encontro delegados que representam a França, os Estados Unidos da América, o Brasil, a Inglaterra, Itália, Espanha, Finlândia, Suíça, Japão, Polônia, Canadá, Irlanda, Alemanha e Áustria, como:
Claude LAURIOL, Delegado da Société Française d’Étude du XVIIIème siècle, Secretário do Congresso que se realiza em 2007 em Paris.
Lise ANDRIES, Delegada eleita da Société Française d’Étude du XVIIIème siècle - França
Jean-Claude BONET, Delegado da Société Française d’Étude du XVIIIème siècle, Professeur na Sorbonne –
França
França
Mark André BERNIER, Delegado da Canadien Society for Eighteenth-century Studies, Sociedade Professeur
agrégé – Departement de français, Université du Québec à Trois-Rivières -Canadá
agrégé – Departement de français, Université du Québec à Trois-Rivières -Canadá
Maria Grazia BOTTARO-PALUMBO, Membro eleito da SIESD, Dept of European Studies, Università di Genova – Itália
Andrew CARPENTER, Delegado da Eighteenth-century Ireland Society - Irlanda
Jannet GODDEN, Secretária técnica, Voltaire Foundation - UK
Francis A. GORMAN, Delegado da British Society for Eighteenth-century Studies, University of Warwick,
Conventry - - UK
Francis A. GORMAN, Delegado da British Society for Eighteenth-century Studies, University of Warwick,
Conventry - - UK
Pasi IHALAINEN, Delegado da Finnish Society for Eighteenth-century Studies, Dept. of History, University of
Iceland, Reukjavik - Finlandia
Iceland, Reukjavik - Finlandia
Keith BAKER, Membro eleito da SIESD, Dept. of History, Standford University - USA
Julie Candler HAYES, Delegada da American Society for Eighteenth-century Studies, Dept. of History,
Standford, CA – USA
Standford, CA – USA
Mark LEDBURY, Secretário Geral Adjunto da SIESD - USA
Peter REILL, Membre coopté de la SIESD, UCLA Center for 17th and 18th Century Studies, Los Angeles - USA
Byron WELLS, Delegado da American Society for Eighteenth-century Studies, Dept. of Romance Languages, Wake Forest University, Winston-Salem - USA
William EDMISTON, Delegado da American Society for Eighteenth-century Studies - USA
Teresa KOSTKIEWICZ, Primeira vice-presidente da SIESD, Varsóvia –Polónia
Anna KRWAWICZ, Delegada da Polish Society for Eighteenth-century Studies - Polónia
Maria Louisa SANCHÉZ-MEJIA, Delegada da Sociedad Española de Estúdios Del Siglo XVIII - España
Fritz NAGEL, Vice-Presidente da SIESD, Professor da Universitatsbibliothek Basel - Suiça
José Candido ALBUQUERQUE, Representante da Universidade Estadual Vale do Acaraú - Brasil
Motoichi TERADA, Delegado da Société Japonaise d’Étude du XVIIIème siècle, Universidade de Tokyi - Japão
Makoto MASUDA, Membre coopté de la SIESD, Dept. de langue et littérature françaises, Kyoto University -
Japão
Japão
NOTA
A Sociedade Internacional de Estudos do Século XVIII, constituída pela Sociedades Nacionais de 34 países
reúne a sua Comissão Executiva todos os anos a convite de um das Sociedade Nacionais.
reúne a sua Comissão Executiva todos os anos a convite de um das Sociedade Nacionais.
Estas reuniões, para lá da Direcção, têm a presença de delegados das diversas Sociedades.
Esta é a 3ª vez que a Comissão Executiva reúne em Portugal, tendo essas reuniões coincidindo com a realização de Colóquio, tanto em 1988, como em 1992. Nesta data decorreu o Congresso Internacional sobre a
FESTA e a 1ª FEIRA DE HIStÓRIA, na FIL.
FESTA e a 1ª FEIRA DE HIStÓRIA, na FIL.
A Sociedade Internacional gere e organiza as suas actividades a um prazo de quatro anos.
O Próximo Congresso das LUZES Vai decorrer em Paris em 2007
*** peça informações e inscreva-se***
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